Quando pensei em fazer este blog, fiquei matutando “Sobre qual filme irei falar primeiro?”. Confesso que tenho um pé na “Nerdisse”, pois pensei em falar sobre Star Wars ou Star Trek (Guerra nas Estrelas e Jornada nas Estrelas, para os leigos). Gosto muito das aventuras do caçador de tesouros Indiana Jones, ou das viagens no tempo de Back to the Future, mas me decidi por um clássico do filme mudo preto e branco. Nosferatu (1922) de Friedrich Wilhelm Murnau, ou simplesmente, F. W. Murnau.
Nosferatu foi, talvez, a primeira adaptação de um livro para o cinema. O livro é o mundialmente conhecido Drácula de Bram Stoker. Porém, por não ter sido autorizado por sua viúva, o nome do filme, dos personagens e dos lugares foram todos modificados, mas assim mesmo, a história continuava a mesma, o que ocasionou a destruição de todas as cópias que fossem encontradas pela justiça, evitando qualquer violação dos direitos autorais do livro, que pertenciam à viúva de Bram Stoker. Contudo, muitas das cópias foram guardadas e ficaram escondidas até sua morte. Hoje, o filme pertence ao domínio público (o que evita que a polícia federal me prenda por tê-lo baixado da internet).
Com ótimas interpretações de Max Shreck, Greta Schröder, e meu xará versão alemã, Gustav von Wangenheim (Conde Orlok / Nosferatu, Ellen Hutter e Thomas Hutter respectivamente) Nosferatu é um clássico do expressionismo alemão, com um horror que ainda hoje é explorado com filmes de grandes orçamentos e efeitos especiais revolucionários. Embora Nosferatu seja de 1922, ele foi uma grande produção para a época, devido ao seu grande sucesso e aos seus efeitos especiais que recém eram apresentados aos espectadores. Cenas claustrofóbicas com o Conde Orlok aparecendo e desaparecendo pelos corredores de seu castelo, seus dedos longos e finos que causam arrepios ao serem vistos somente em sombras na parede, efeitos em stop-motion para representar seus poderes vampíricos de movimentar os objetos com sua mente. Fico imaginando as senhoras e senhoritas daquela época, fechando os olhos quando o Conde Orlok aparece na porta do quarto do seu castelo, onde Thomas Hutter está hospedado. Com certeza, eu não conseguiria nem dormir se eu vivesse naquela época e tivesse visto esta maravilhosa obra.
Em 1979, foi lançado Nosferatu: Phantom der Nacht, remake do clássico de F. W. Murnau, mas que obteve tanto sucesso quanto muitos outros filmes sobre vampiros feitos até hoje, mas dentre estes já feitos, destacam-se Dracula (1958), com os mestres do cinema (e grandes amigos) Peter Cushing e Christopher Lee (Doutor Van Helsing e Conde Drácula respectivamente); Bram Stoker's Dracula (1992),Gary Oldman,Winona Ryder, Keanu Reeves e Antony Hopkins (Vlad Tepes / Drácula, Elisabetha / Mina, Jonathan Harker e Abraham Van Helsing respectivamente); Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles (1994), com Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Banderas (Lestat de Lioncourt, Louis de Pointe du Lac e Armand respectivamente), entre muitos outros que exploram todo o mito por trás dos vampiros.
Vampiros são hoje, uma boa fonte de cultura, diversão, imaginação e medo, isso devido aos livros, filmes, quadrinhos e jogos de videogame e RPG, que foram todos inspirados, não somente na fantástica história de Bram Stoker, mas também da influência artística proporcionada por Nosferatu.
Curiosidade:
Alguém sabe de onde veio a inspiração de Michael Jackson em um de seus clássicos passes no clipe Thriller? Aquele em que ele ergue um braço, com os dedos estendidos, um pouco acima do outro, ambos virados para o mesmo lado, enquanto Jackson olha para frente e canta?
Ele foi baseado em uma cena que nunca foi lembrada quando se falou do filme. Ela marca a parte final da obra, quando Conde Orlok se retira de sua nova residência, em frente à casa dos Hutter e vai à casa de seus vizinhos para saciar sua sede de sangue com o belo pescoço de Ellen Hutter. Esta cena se passa a cerca do minuto 86 do filme.
Fico por aqui, com esta bela imagem, que ajudou Michael Jackson a vender seus 50 milhões de discos.


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